Página Inicial Data de criação : 07/05/11 Última actualização : 07/06/21 19:14 / 34 Artigos publicados

Manipulação Emocional: um truque do bebé?  Inserido Tuesday 15 May 2007 23:16

A manipulação emocional é normalmente encarada como uma tentativa para controlar outra pessoa de modo ardiloso, injusto ou insidioso, e é bastante frequente nas relações humanas. Mas, será que os bebés também sabem manipular? Sim!!! As crianças aprendem depressa a seguir o exemplo dos pais. Até um bebé de um ano aprende depressa que se levar aos pais o seu livro preferido tem mais probabilidades de os desviar da sua conversa do que se simplesmente lhes pedir atenção. Também resulta se os olhar com uma expressão triste ou se se aninhar junto de um deles no sofá. Ninguém atribuiria a este comportamento um fim ardiloso ou insidioso.

Mas, então, a partir de que idade é que um bebé começa a manipular? Durante uma pesquisa num infantário, foram observados bebés de quatro meses e reparou-se que eles nunca se dedicavam muitos às educadoras ou à brincadeira. Sorriam quando elas lhe falavam, mas raramente mostravam qualquer entusiasmo. Contudo, quando as mães (nalguns casos, os pais) os iam buscar no final de um dia de trabalho, cada um deles olhava com ar de zangado para o progenitor durante os primeiros segundos e imediatamente desatava a chorar incontrolavelmente até a mãe (ou pai) lhe pegar ao colo. Uma vez nos braços da mãe, contorcia-se como se estivesse desconfortável e virava a cabeça para o lado quando tentava beijá-lo. As mães, por sua vez, diziam "Está zangado por eu o ter deixado todo o dia". As educadoras, mais experientes, diziam às mães que os seus bebés tinham guardado as suas emoções mais fortes para elas e que agora que se sentiam seguros e amados, eram capazes de as extravasar. Uma mãe, então, disse "Quer dizer que ele está a manipular-me com este choro! Mas tem apenas quatro meses. Com é que ele sabe que me perturba tanto?"

Este, é apenas um exemplo do valor que uma criança pequena dá à oportunidade de sentir que tem o poder. Quando estes bebés desatavam a chorar nos braços dos pais, sentiam as emoções fortes que geravam.

A manipulação está presente em quase todos os momentos do dia de uma criança. Às refeições, por exemplo, quando atira comida para o chão, para ver se os pais a vão apanhar. À hora de deitar, quando as crianças pedem um copo de água ou dizem "tenho que ir outra vez à casa de banho" não estão a fazer mais do que tentar adiar a hora de ir para a cama.

A capacidade de manipular subtil e ardilosamente é um dado adquirido para o futuro de cada criança.

O comportamento provocatório é o modo que a criança tem de se testar a si própria e aos seus limites.

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Estadios Comportamentais do Bebé  Inserido Tuesday 15 May 2007 19:59

Tal como os adultos, os bebés apresentam vários comportamentos ao longo do dia, dividindo-se em 5 categorias:

1. Sono Profundo: o bebé está predominantemente sossegado e consegue alhear-se de estímulos perturbadores vindos do meio ambiente que o rodeia. A sua respiração é profunda, regular e pesada. Os olhos estão firmemente cerrados e o bebé não se move. Se o fizer, os seus movimentos são ligeiros, breves e bruscos. A natureza autoprotectora deste estado reflecte-se na postura do bebé: corpo curvado, mãos junto à boca e membros flectidos - "fechado para o mundo".

2. Sono Leve: neste estadio, a respiração é mais superficial e irregular. De vez em quando o bebé faz movimentos de sucção, quer tenha, ou não, o dedo na boca. Periodicamente, estremece. Pode agitar-se uma ou duas vezes. Nesta fase está mais vulnerável a estímulos exteriores. Quando alguém tenta despertá-lo, ou acorda rabugento e estremunhado ou luta para adormecer de novo.

3. Alerta Tranquilo: a face sorridente e os olhos brilhantes do bebé demonstram a sua total receptividade. Os seus movimentos são controlados. Quando se move, fá-lo suavemente, podendo, até, consehuir objectivos, como levar a mão à boca ou agarrar uma mão com a outra. A sua respiração adapta-se aos estímulos. Com um estímulo agradável, fica profunda. Com um desagradável, fica superficial. A face e todo o corpo demonstram a sua capacidade de resposta a um estímulo agradável ou a um rosto familiar. A face, a respiração, a postura do corpo, revelam no seu conjunto, interesse e atenção, ou repúdio por um estímulo indesejável. Os pais procuram ajudá-lo a prolongar este estadió de alerta tranquilo, poruqe é nesta altura que conseguem comunicar com ele.

4. Alerta Activo: este estadio segue-se, muitas vezes, ao estadio de alerta tranquilo. Os movimentos do bebé tornam-se bruscos e a sua respiração, irregular. Desvia-se dos estímulos, rabujando ou choramingando de vez em quando. Esforça-se ineficazmente para se controlar. Nesta fase não consegue controlar os movimentos ou a capacidade de receber estímulos do meio ambiente. Por vezes é difícil evitar que ele entre numa crise de choro.

5. Choro: podem observar-se diversos tipos de choro: um choro constrangedor, lacinante; um choro insistente, de exigência; um falso choro, de aborrecimento; um choro rítmico, mas não insistente, que ocorre quando o bebé está cansado ou sobrecarregado de estímulos. Os seus movimentos são bruscos, mas relativamente organizados, apesar da sua actividade constante. Pode sossegar momentaneamente como se prestasse atenção. Este estadio exige a atenção dos pais e estes aprendem qual o tipo de conforto que vai aliviar o seu bebé.

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O que é o Índice de Apgar?  Inserido Tuesday 15 May 2007 19:25

O Índice de Apgar, foi desenvolvido pela Dra. Virginia Apgar, uma médica notável e que reconheceu a necessidade de existir uma maneira fácil e eficaz de avaliar o recém-nascido. Este índice representa a sua avaliação clínica inicial, onde se avalia a cor do bebé, a sua respiração, o ritmo cardíaco, o tónus muscular e a sua actividade e é feita em dois momentos diferentes: no primeiro e no quinto minutos após o parto.

Esta, é uma avaliação da capacidade que o recém-nascido demonstra para responder ao trabalho de parto, ao parto em si, e ao novo meio ambiente, não sendo uma previsão do futuro bem-estar do bebé, mas antes uma reflexão sobre o tipo de parto que ocorreu.

São atribuídos dois pontos a cada um dos cinco itens de avaliação do bebé, se eles forem óptimos, um ponto se eles forem bons e zero pontos se estiverem ausentes, num total máximo de 10 pontos.

Tabela para cálculo do Índice de Apgar

Pontos

0

1

2

Freq. Card. Ausente <100/min >100/min
Respiração Ausente Fraca, irregular Forte/Choro
Tónus Musc. Flácido Flexão de pernas e braços Movimento ativo/Boa flexão
Cor Cianótico/Pálido Cianose de extremidades Rosado
Actividade Ausente Algum movimento Espirros/Choro
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Jogos para estimular os Bebés (do nascimento aos 3 anos)  Inserido Tuesday 15 May 2007 18:21

O jogo é um aspecto fundamental na vida dos bebés. É através do jogo o bebé se expressa: pensamentos, vontades, necessidades e sentimentos em relação ao mundo que o rodeia. O jogo deve ser um verdadeiro elemento de estimulação e não apenas um mero “passatempo”. Para isso, é necessário saber que habilidades do bebé devemos estimular, tendo em conta o seu desenvolvimento

Desde o nascimento até aos 6 meses: a capacidade manipulativa dos bebés ainda é limitada, e eles relacionam-se com o mundo através da vista, ouvido e tacto. Gostam de ver as caras próximas e preferem os objectos com movimento, som e de cores vivas.

Brinquedos móveis: as coisas que se movem despertam a atenção do bebé. Pode-se pendurar brinquedos móveis próximo do bebé, para que ele os veja. Alguns modelos têm peças de substituição para variar a composição.
Mordedores e brinquedos de apertar: anéis ou outras formas de borracha, fáceis de agarrar e que podem ser levados à boca.
Bolas e brinquedos moles: os mais adequados são os mais simples e de textura variada.
Fotografias plastificadas e espelho de bebé:
colados nos lados do berço, para que a criança os veja.
Guizos, campainhas, brinquedos sonoros: brinquedos que emitem sons ao puxar, agitar, apertar, chupar ou tocar.

Crianças dos 7 aos 12 meses: nesta idade o bebé recorda conceitos simples, identifica as partes do seu corpo e as pessoas que vê com frequência. Entusiasma-se com os objectos, estuda-os ao metê-los e tirá-los de uma caixa, procura-os se estão escondidos. Imita sons e já no fim desde período, está quase a andar.
Sempre-em-pé sonoros:
 podem ser colocados na mesa onde come ou próximos da sua cadeirinha para que os manipule.
Bolas:  são aptas as duras ou moles, de tamamnho adequado.
Brinquedos com rodas:
 carros, autocarros ou animais que se desloquem sobre rodas grandes de plástico ou borracha.
Livros de tecido ou plástico:
com ilustrações grandes e simples, de tamanho adequado de forma a ser agarrados, sacudidos ou mordidos.
Cubos grandes e moles:
 o bebé pode brincar com os cubos a construir coisas além de comprimi-los e lançá-los.
Bonecos de peluche:  devem estar bem confeccionados e feitos de uma única peça.
Recipientes, taças e brinquedos que flutuem: para brincar na água, por exemplo, ao tomar banho.

Crianças dos 12 aos 18 meses: nesta etapa a criança anda, segue os adultos a todas as partes e imita-os.  Já adquiriu uma certa destreza manual e desfruta manipulando objectos que ampliem a sua prática. Além disso, já diz várias palavras e compreende certas ideias e, por isso, gosta que lhe contem histórias.
Livros:
os melhores são os que têm ilustrações, de texturas variadas para tocar e proporcionar sensações.
Brinquedos e caixas musicais:  despertam-lhe muito interesse os que fazem ruído ao moverem-se.
Veículos: já pode manipular veículos mais sofisticados do que os da etapa anterior, de madeira ou borracha.   

Crianças de 18 meses a 2 anos:  Até aos 2 anos a criança não gosta de compartilhar e, ainda que o faça, prefere brincar sem companhia. Entretem-se sozinha mais tempo, com brinquedos que possa manejar sem ajuda, sobretudo se estes imitarem as actividades dos adultos. Brinquedos :
Bonecas: as melhores para esta idade são as laváveis e que se possam vestir e despir.
Martelos: uma caixa de ferramentas com pregos de madeira ou plástico reforça a coordenação e serve para canalizar as energias que têm de sobra.
Brinquedos de seleccionar e enfiar: as formas geométricas para introduzir e as contas de enfiar ensinam a diferenciar os contornos e fomentam a destreza manual (coordenação óculo-manual).
Plasticina: para aprender a modelar.
Brinquedos com rodas para puxar: os melhores são os que se possam usar dentro e fora de casa.
Telefones de brincar: satisfazem a curiosidade pela conversação.
Brinquedos musicais: os mais simples podem servir para acompanhar canções infantis ou para apenas fazer “ruído”

Crianças de 2 a 3 anos e meio:  nesta idade, a independência, a linguagem e muitas destrezas novas desenvolvem-se rapidamente. Não se pode perder de vista a criança porque ainda não tem a sensação do perigo. Gosta de construir e destruir, reunir e separar; diverte-se com tudo aquilo que sabe fazer.

Brinquedos
Disfarces: os disfarces fomentam muito a imaginação e o “eu sou um…”
Todo o tipo de construções: reforçam os conceitos de espaço e tamanho, assim como a coordenação olho/mão
Guaches, aguarelas e tesouras: já pode tentar participar em actividades mais complexas. As tesouras devem ser de ponta redonda. Estes materiais despertam a sua criatividade e originalidade.

Brinquedos de manipular: podemos começar com os que desenvolvem a motricidade fina (passar peças de um lado para o outro, enroscar e desenroscar peças de madeira sobre um eixo…).
Jogos simples e quebra-cabeças com peças grandes: devem ser escolhidos aqueles com temas conhecidos para jogar sozinha ou acompanhada.
Ferramentas, objectos domésticos: pode-se pedir que colabore em tarefas simples como retirar as migalhas da mesa com uma escova. A sua imaginação potenciará novos usos destes materiais, favorecendo o jogo simbólico.  


A partir dos três anos e meio, as crianças começam a ter uma personalidade cada vez mais definida e gostos próprios, em função dos quais escolherá os seus jogos e actividades que, em grande parte, serão determinados segundo a estimulação anterior dos pais e dos adultos que o rodeiam e dos companheiros habituais de jogos.

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Foto da Família P.S.  Inserido Sunday 13 May 2007 20:06

O bebé P. de 9 meses, a mãe M. e o pai A.

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