O jogo é um aspecto fundamental na vida dos bebés.
É através do jogo o bebé se expressa:
pensamentos, vontades, necessidades e sentimentos em
relação ao mundo que o rodeia. O jogo deve ser um
verdadeiro elemento de estimulação e não
apenas um mero “passatempo”. Para isso, é
necessário saber que habilidades do bebé devemos
estimular, tendo em conta o seu
desenvolvimento
Desde o nascimento
até aos 6 meses:
a capacidade manipulativa dos bebés ainda
é limitada, e eles relacionam-se com o mundo através
da vista, ouvido e tacto. Gostam de ver as caras próximas e
preferem os objectos com movimento, som e de cores
vivas.
Brinquedos
móveis:
as coisas que se movem despertam a
atenção do bebé. Pode-se pendurar brinquedos
móveis próximo do bebé, para que ele os veja.
Alguns modelos têm peças de substituição
para variar a
composição.
Mordedores e brinquedos de
apertar:
anéis ou outras
formas de borracha, fáceis de agarrar e que podem ser
levados à boca.
Bolas e brinquedos
moles:
os mais adequados
são os mais simples e de textura
variada.
Fotografias plastificadas e espelho de
bebé:
colados nos lados do
berço, para que a criança os veja.
Guizos, campainhas, brinquedos
sonoros:
brinquedos que emitem sons ao puxar, agitar,
apertar, chupar ou tocar.
Crianças dos
7 aos 12 meses:
nesta idade o bebé recorda conceitos
simples, identifica as partes do seu corpo e as pessoas que
vê com frequência. Entusiasma-se com os objectos,
estuda-os ao metê-los e tirá-los de uma caixa,
procura-os se estão escondidos. Imita sons e já no
fim desde período, está quase a
andar.
Sempre-em-pé
sonoros:
podem ser colocados na
mesa onde come ou próximos da sua cadeirinha para que os
manipule.
Bolas:
são aptas as
duras ou moles, de tamamnho adequado.
Brinquedos com
rodas:
carros, autocarros ou
animais que se desloquem sobre rodas grandes de plástico ou
borracha.
Livros de tecido ou
plástico:
com ilustrações grandes e simples, de
tamanho adequado de forma a ser agarrados, sacudidos ou
mordidos.
Cubos grandes e
moles:
o bebé pode brincar com os cubos a
construir coisas além de comprimi-los e
lançá-los.
Bonecos de peluche:
devem estar bem confeccionados e feitos de uma
única peça.
Recipientes, taças e brinquedos que
flutuem:
para brincar na água, por exemplo, ao tomar
banho.
Crianças dos
12 aos 18 meses:
nesta etapa a criança anda, segue os
adultos a todas as partes e imita-os. Já adquiriu uma
certa destreza manual e desfruta manipulando objectos que ampliem a
sua prática. Além disso, já diz várias
palavras e compreende certas ideias e, por isso, gosta que lhe
contem
histórias.
Livros:
os melhores são os que têm
ilustrações, de texturas variadas para tocar e
proporcionar
sensações.
Brinquedos e caixas musicais:
despertam-lhe muito interesse os que fazem
ruído ao moverem-se.
Veículos:
já pode manipular veículos mais
sofisticados do que os da etapa anterior, de madeira ou
borracha.
Crianças de
18 meses a 2 anos:
Até aos 2 anos a criança
não gosta de compartilhar e, ainda que o faça,
prefere brincar sem companhia. Entretem-se sozinha mais tempo, com
brinquedos que possa manejar sem ajuda, sobretudo se estes imitarem
as actividades dos adultos.
Brinquedos
:
Bonecas: as melhores para esta idade são as
laváveis e que se possam vestir e despir.
Martelos: uma caixa de ferramentas com pregos de
madeira ou plástico reforça a
coordenação e serve para canalizar as energias que
têm de sobra.
Brinquedos de seleccionar e
enfiar:
as formas
geométricas para introduzir e as contas de enfiar ensinam a
diferenciar os contornos e fomentam a destreza manual
(coordenação óculo-manual).
Plasticina: para aprender a modelar.
Brinquedos com rodas para puxar: os melhores
são os que se possam usar dentro e fora de casa.
Telefones de brincar: satisfazem a curiosidade
pela conversação.
Brinquedos musicais:
os mais simples podem servir para acompanhar
canções infantis ou para apenas fazer
“ruído”
Crianças de
2 a 3 anos e
meio:
nesta idade, a
independência, a linguagem e muitas destrezas novas
desenvolvem-se rapidamente. Não se pode perder de vista a
criança porque ainda não tem a sensação
do perigo. Gosta de construir e destruir, reunir e separar;
diverte-se com tudo aquilo que sabe fazer.
Brinquedos
Disfarces: os disfarces fomentam muito a
imaginação e o “eu sou um…”
Todo o tipo de construções:
reforçam os conceitos de espaço e tamanho, assim como
a coordenação olho/mão
Guaches, aguarelas e tesouras: já pode
tentar participar em actividades mais complexas. As tesouras devem
ser de ponta redonda. Estes materiais despertam a sua criatividade
e originalidade.
Brinquedos de
manipular: podemos começar com os que desenvolvem a
motricidade fina (passar peças de um lado para o outro,
enroscar e desenroscar peças de madeira sobre um
eixo…).
Jogos simples e quebra-cabeças com peças
grandes: devem ser escolhidos aqueles com temas conhecidos
para jogar sozinha ou acompanhada.
Ferramentas, objectos domésticos: pode-se
pedir que colabore em tarefas simples como retirar as migalhas da
mesa com uma escova. A sua imaginação
potenciará novos usos destes materiais, favorecendo o jogo
simbólico.
A partir dos
três anos e meio, as crianças começam a ter uma
personalidade cada vez mais definida e gostos próprios, em
função dos quais escolherá os seus jogos e
actividades que, em grande parte, serão determinados segundo
a estimulação anterior dos pais e dos adultos que o
rodeiam e dos companheiros habituais de
jogos.
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