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Poema "Por favor, toca-me!"  Inserido Friday 11 May 2007 23:03

POR FAVOR, TOCA-ME

 

Se sou o teu bebé, por favor, toca-me

Preciso do teu toque, de formas que nunca poderás entender.

Não me laves e vistas e me alimentes apenas

Mas embala-me, beija a minha cara e acaricia o meu corpo.

O suave toque da tua mão, transmite-me segurança e amor.

Se sou a tua criança, por favor, toca-me

Mesmo se te afastou ou te resisto

Persiste, encontra maneiras de conheceres as minhas necessidades.

O teu abraço de boa noite, adocica os meus sonhos

O teu toque durante o dia, diz-me o que sentes por mim.

Se sou o teu adolescente, por favor, toca-me

Não penses que por estar a crescer

Não preciso de saber que ainda gostas de mim.

Preciso do teu abraço de amor, preciso da tua voz suave

Quando o caminho se torna difícil, a criança dentro de mim precisa de ti.

Se sou o teu amigo, por favor, toca-me

Não há como um abraço caloroso, para me dizer que gostas de mim.

Uma mão tranquilizante e amiga quando estou de primido mostra-me que sou amado.

E assegura-me que não estou sozinho.

O teu toque reconfortante pode ser o único que eu recebo.

Se sou o teu parceiro sexual, por favor, toca-me

Podes pensar que a tua paixão seja suficiente

Mas só os teus braços afastam os meus medos.
Preciso do teu toque suave e reconfortante

Para me relembrar que sou amado por ser como sou.

Se sou o teu filho crescido, por favor, toca-me

Mesmo tendo a minha própria família para abraçar,

Ainda preciso do abraço da Mãe e do Pai quando dói.

Como Pai, tenho uma visão diferente

Eu aprecio-vos mais.

Se sou o teu Pai idoso, por favor, toca-me

Da mesma forma que era tocado quando era criança

Dá-me a mão, senta-te perto de mim, dá-me força

E aquece o meu corpo cansado com o teu aconchego.

Mesmo que a minha pele esteja enrugada e gasta,

Gosta de ser acariciada.

Phyllis K. Davies

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Um maravilhoso presente de Amor  Inserido Friday 11 May 2007 20:27

Blogue de veramoreira : Massagem para Bebés, Um maravilhoso presente de Amor

Esta é a história de Vimala McClure, a fundadora da Associação Internacional de Massagem Infantil. Uma história de amor, que deu origem à sua vontade de ajudar os bebés e famílias de todo o Mundo, através da Massagem. 

"Em 1973, encontrei-me a mim mesma num pequeno orfanato na Índia. Era Verão e fazia muito calor. O meu dinheiro esgotava-se rapidamente e eu subsistia com esmolas que pedia de porta em porta. Passava a maior parte do meu tempo a realizar trabalhos para sobreviver - a lavar roupa, a transportar água da fonte, a cozinhar alimentos estranhos num tosco fogão de argila, que funcionava com esterco de vaca. As criancinhas que estavam a nosso cargo, estavam sempre doentes e precisavam de muita atenção. Foi muito duro trabalhar de manhã à noite, desde que cheguei. Ansiava voltar a casa.

Fui-me adaptando, gradualmente, aos rigores da minha nova vida. As noites sem dormir e o chorar em silêncio, pouco a pouco, foram acabando. Comecei a amar os meninos e a encontrar formas não-verbais de comunicar com eles. As meninas mais velhas, ensinaram-me a cozinhar e a massajar os mais pequeninos, com óleo de mostarda. Eu, ensinei-lhes como baixar a febre e a cantar "This Old Man".

Tínhamos muito pouco para comer; apenas algum arroz branco com verduras, duas vezes ao dia. Algumas vezes, privavamo-nos para que os pequeninos pudessem comer. De vez em quando, tínhamos um presente especial (e horrível): leite de búfalo! Havia serpentes venenosas, escorpiões e todo o tipo de insectos. Havia escassez de alimentos e na nossa pequena casinha, foi crescendo, a "cola" para o relacionamento, debaixo de um calor de 43 graus centígrados.

Durante a minha última semana alí, contraí malária. Delirava muito com a febre e todas as mulheres da comunidade formam ver-me. Massajaram-me o corpo e cantaram-me canções, até a febre ceder. Nunca esquecerei a sensação das suas mãos e dos seus corações a tocarem-me.

Quando me dirigia para a estação, depois de uma emotiva despedida, a minha carroça parou, para deixar passar uma manada de búfalos. À minha direita, havia uma cabana, junto à estrada, - só algumas tábuas e lonas - onde vivia uma família.

Uma jovem mãe, sentada na entrada, com o seu bebé nas suas pernas, dava-lhe uma amorosa massagem e cantava-lhe. Enquanto a olhava, pensei: a vida é muito mais que o bem-estar material. Mesmo tendo tão pouco, esta mãe pode oferecer ao seu bebé este maravilhoso presente de amor e segurança, um presente que pode ajudar o bebé a transformar-se num bondoso ser humano.

Pensei em todos os meninos que tinha conhecido ali, e no quão amorosos, calorosos e brincalhões eles eram, apesar das suas chamadas desvantagens. Eles cuidavam uns dos outros e aceitavam as suas responsabilidades sem problemas. Quem sabe, pensei, eram tão amáveis, relaxados e naturais, porque tinham sido amados desta maneira. E os meninos foram amados, assim, na Índia, durante milhares de anos."

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